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Mostrando postagens de 2016

Blogagem coletiva: Sinais de que você está envelhecendo

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Este post é uma blogagem coletiva do projeto Liga Nerd Girls.
Quando é este momento exato em que temos um “clique” e percebemos que estamos envelhecendo? Seria quando aparecem os primeiros fios de cabelo branco? Ou quando você é chamado de “senhor” ou “senhora” por um vendedor de loja? Quando você fica feliz em ter um cartão de desconto da farmácia? Ou quando você troca uma festa por uma noite em casa vendo TV? Se for esta última, já estou velha faz tempo. Ou melhor, já nasci velha, por este e outros motivos. Porque eu nunca me interessei pelas bandas e artistas “do momento”. Porque eu conheço um monte de músicas do Frank Sinatra de cor. E acho isso supimpa. "Age is a state of mind, Leonard. In here, I'm 90" - Cooper, SheldonVejamos meu mais recente episódio de horror com os jovens de hoje. Numa quarta à noite, entro alegremente no Twitter e vou conferir os trending topics. E é assim que eu descubro que um dos assuntos mais comentados no mundo é o vídeo de um funkeiro, cert…

Blogagem Coletiva: o que já deixei de fazer por ser mulher

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Pensando neste importante momento de “primavera feminista”, as meninas do Clube de Cartas propuseram, como um dos temas da blogagem coletiva do mês de junho, “o que já deixei de fazer por ser mulher”. Vejamos... Será que eu devo começar do básico? Sair por aí despreocupada, escolher minha roupa sem pensar duas vezes no que as outras pessoas vão achar, andar de noite na rua, exercer meu direito de ir e vir, ter minha opinião levada a sério por pessoas do sexo oposto... Não, além disso tudo, resolvi focar em uma coisa. Escolhi uma coisa só. Mas que coisa! O que eu já deixei de fazer por ser mulher?  DEIXEI DE SER VALORIZADA PELO QUE EU SOU. Explicando: cresci numa cultura de culto da imagem muito restrita, antes ainda da invasão nerd e loser das séries que focavam os outcasts. Era uma época pré The Big Bang Theory, pré Glee, pré comemoração do dia da toalha / dia do orgulho nerd. Eram tempos difíceis aqueles. Eu era gordinha, era (e ainda sou) baixinha e sofria com a odiosa acne. E, por isso,…

TAG – Seu nome na estante

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Uma proposta muito legal do projeto Culturação para o mês de maio foi a TAG Seu nome na estante. Basta escolher um livro cujo título comece com cada letra do seu nome, e apontar os pontos fortes e/ou fracos de cada livro. É mais simples do que parece. Meu nome é Letícia, então minha estante ficou assim: Livro das Fadas de Natal, de Betty Bib: Parece um livro fofo de criança. Mas só parece. É fofo, sim, e ideal para ler na correria de final de ano, quando um livro mais complexo não é a opção para descansar seu cérebro. Com este livro aprendi a voltar a ver magia no mundo, e foi a primeira vez em anos que li um livro com figuras!

Esaú e Jacó, de Machado de Assis: Não dá para apontar pontos fracos neste livro porque ele não os tem. Esaú e Jacó parece ser apenas uma história de irmãos gêmeos, muito diferentes, apaixonados pela mesma garota, mas é na verdade uma alegoria sobre o Brasil logo após a proclamação da República. Preciso dizer mais? Machado, seu gênio!

Tio Petros e a Conjectura de G…

Uma Odisseia pela Grécia

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As férias ainda estão distantes, mas hoje é dia de viagem! A TAG da vez do projeto Culturação é “A viagem dos meus sonhos”, e a proposta é criar um roteiro de viagem a partir dos livros. Todos de malas prontas? Vamos embarcar! ·Qual será o seu destino? Um lugar para o qual eu sempre quis ir: a Grécia! Sempre fui fascinada pela história, cultura, arte, tudo relativo à Grécia. Meu guia será o clássico mítico de aventura escrito por Homero, a “Odisseia”. ·Qual o meio de transporte vai usar? Avião para chegar até a Grécia, carro e barco para viajar entre as cidades e as ilhas. E também o meio de transporte mais poderoso do mundo: a   imaginação! ·Quem será seu acompanhante ou acompanhantes? Eu gostaria muito que o próprio Ulisses (ou Odisseu) estivesse ao meu lado durante a jornada, mas junto a ele eu correria o risco de me encontrar com ciclopes, feiticeiras, sereias e outros perigos. Por isso, terei junto comigo apenas uma cópia da Odisseia e apenas imaginarei que o espírito do lendário her…

Resenha: Tudo por um namorado, de Thalita Rebouças

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Ouvia muitos elogios sobre Thalita Rebouças, escritora de livros para adolescentes que faz imenso sucesso, e sua simpatia nas entrevistas me encantava. Então, resolvi dar uma chance a um de seus livros, embora eu mesma não seja mais adolescente. Comprei “Tudo por um namorado” depois de ouvir a autora falar que este livro é ótimo para quem quer desencalhar, e minha mãe fazer piada com minha vida amorosa. O livro conta a história das três amigas Manu, Gabi e Ritinha, todas por volta dos 14, 15 anos. Gabi está apaixonada por Diogo, menino popular da escola, e convence as amigas a acompanhá-la em uma viagem a uma colônia de férias onde ela pretende conquistar o garoto. Para seu desespero, a bela ex-namorada de Diogo, Suzaninha, também vai na viagem. Além de ter um maravilhoso projeto gráfico, livro é bem divertido e cheio de gírias. Minhas personagens favoritas foram Ritinha, garota inteligente, boa em esportes (OK, isso não pode existir), atrapalhada e falante; e Babete, prima de Manu, mai…

Resenha: Água Viva, de Clarice Lispector

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Ela é campeã nas citações de redes sociais, sejam elas verdadeiras ou não. Clarice Lispector é musa, é referência, é exemplo, mas nem sempre é uma escritora fácil de ser lida. Algumas de suas obras não são para qualquer um, confundem o leitor incauto, impressionam quem entrou de gaiato na leitura, mas recompensam quem segue firme, reflete sobre o que está no livro e o que está além do livro, e podem mudar o rumo de uma vida. Água Viva é um destes livros. Eu tenho a estranha convicção de que, quanto mais difícil é escrever a sinopse de um livro ou filme sem explicar muito ou dar spoilers, melhor é a obra. Gosto de coisas que me surpreendam pela complexidade, que não podem ser resumidas em uma só frase ou parágrafo. Água Viva é impossível de se resumir, não exatamente pela história convoluta, e sim pela ausência de história. Clarice gostava de fluxos de consciência, e Água Viva é um imenso fluxo de consciência. Não há divisão em capítulos, apenas em parágrafos. É um monólogo com muitas as…

Mulheres Escritoras #1: Maria Firmina dos Reis

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Você deve conhecer Clarice Lispector e Cecília Meirelles. A primeira foi uma grande romancista e contista russo-brasileira, a segunda escreveu lindos poemas. Seriam elas as mulheres pioneiras na literatura tupiniquim? NÃO! Esta é a história de Maria Firmina dos Reis, a primeira poetisa e romancista do Brasil. Para ser um escritor de projeção no Brasil no século XIX (e até hoje, infelizmente), era necessário ser homem, branco, com alguma renda, ter estudado na Europa e viver no eixo Rio – São Paulo. Maria Firmina dos Reis era mulher, negra, professora primária e maranhense.  Nascida em 1825, foi criada pela avó e foi autodidata. Desde jovem publicou diversos contos, crônicas e poesias na imprensa de São Luís. Seu primeiro romance, “Úrsula”, foi entretanto publicado sob o pseudônimo “uma maranhense”. Maria escondeu assim seu nome, mas não seu gênero. Escreve um romance abolicionista, e o primeiro romance afro-brasileiro da história. Ao contrário dos escritores que lhe eram contemporâneos, …

TAG Hábitos de Leitura

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Depois de um longo e maravilhoso verão, eu volto com uma TAG que me foi indicada pela querida Priscilla do blog Vintage Pri, um cantinho com ótimos posts sobre vintage, retrô e otras cositas más. Vamos às perguntas?
1-Quando você lê? (Manhã, tarde, noite ou quando tem tempo) Quando tenho tempo, mas quase sempre à noite. Raramente consigo me organizar para ler um pouquinho todos os dias.
2-Você lê apenas um livro de cada vez? Jamais! Normalmente leio dois ao mesmo tempo, mas às vezes cometo a audácia de ler três ou mais ao mesmo tempo.
3-Qual seu lugar favorito para ler? Na cama!
4-O que você faz primeiro: lê o livro ou assiste ao filme? Embora eu prefira ler o livro primeiro, normalmente tomo contato com o filme, e só depois vou procurar o livro.
5-Qual formato de livro você prefere? (livro físico, audio-book, e-book) Confesso que torci o nariz para e-books quando eles surgiram, mas hoje até gosto deles. Mas não curto audio-books, porque não me concentro na narração e acabo perdendo detalhes.
In…

10 razões para ler os clássicos

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1- Eles são... clássicos: Mas isso eu já sabia! Calma, deixe-me explicar: clássicos não são clássicos à toa. Eles recebem esse título porque são livros importantes e que têm grandes chances de acrescentar algo à sua vida. 2- Eles sobreviveram ao teste do tempo: Ao contrário de livros que viram modinha, vendem muito e desaparecem, os clássicos continuam bons mesmo depois de séculos. Alguns, mesmo publicados há 200 anos, têm temas incrivelmente atuais! 3- Eles são a história em suas mãos: Uma boa maneira de se entender um período histórico é estudando a arte da época. Por isso os livros são tão incríveis retratos de sua época. Quer ter uma noção dos loucos anos 20? Leia “O Grande Gatsby”. 4- Aprenda com os mestres: Os autores dos clássicos são pessoas muito especiais. Inteligentes e perspicazes, eles tiveram mentes brilhantes capazes de criar universos literários surpreendentes. Eles servem de referência para qualquer aspirante a escritor ou bom leitor. Repito: referência, nada de copiar i…