Resenha: Entre Dois Amores, de Mary Westmacott (Agatha Christie)
Este é um livro de Agatha Christie, mas nele não há mistério. Há morte, para falar a verdade: no primeiro capítulo já sabemos que nosso herói morreu na guerra. E nosso herói é Vernon Deyre, que foi do ódio injustificável à música na infância para uma obsessão pelo assunto na juventude. Esse é um livro sobre as mulheres da vida de Vernon, mas não apenas seus “dois amores”, Nell e Jane. É também sobre a prima Joe e, em escala bem menor, a benfeitora Freda. Mas estes não são amores. Por exemplo, no primeiro encontro com a prima Josephine, ambos “Olharam-se desconfiados, como fazem as crianças e os cães”. Depois de ir por acaso e a contragosto a um concerto, Vernon se torna obcecado pela música, mas diz que a música moderna (a história se passa na década de 1910) era falha e incompleta - imagina se ele conhecesse a música de hoje! Disposto a dominar vários instrumentos, ele também decide escrever uma espécie de ópera com base em uma história que ouvira na infância. Outra opiniã...