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Papel & Película: O Mistério dos Sete Relógios, de Agatha Christie à Netflix

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  *A coluna Papel & Película trata de literatura e cinema através de artigos sobre adaptações de obras literárias para o audiovisual e também filmes sobre livros. Escrevi a coluna semanalmente durante alguns anos para o finado site Leia Literatura. Este é um artigo inédito* Publicado em 1929, “O Mistério dos Sete Relógios” não é a melhor obra de Agatha Christie, como pude constatar lendo o livro. Falta a presença magnética e carismática de um Poirot ou uma Miss Marple. Assim como outros romances de espionagem da autora, não chega à altura de seus romances de mistério ou “whodunit”. Não foi uma leitura que me marcou, embora Christie mais uma vez tenha me surpreendido. Fui também sem esperar muito da minissérie, vista de antemão e muito criticada pela minha mãe, rata de Netflix  e também expert em IA, pois foi ela que montou a foto que abre este post. Mas fui de peito e mente abertos. E me decepcionei. Em 1925, na propriedade de Chimneys, uma pegadinha dá errado - muit...

Leitura na Folia: seis livros sobre Carnaval

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  A maior festa popular do mundo, o Maior Espetáculo da Terra. Ele chegou de novo: o Carnaval. Não importa se você prefere descansar em casa ou se esbaldar nos bloquinhos: o Carnaval pode até dividir opiniões, mas mexe com todos nós. O Carnaval foi assunto de cinema, e o cinema assunto de Carnaval. O primeiro filme, do que se tem notícia, dirigido por uma mulher no Brasil se passa no Carnaval: “O Mistério do Dominó Preto”, feito por Cléo de Verberena em 1931. Aqui, não se trata do dominó jogo, mas sim do Dominó personagem carnavalesco hoje esquecido. Infelizmente, o filme se perdeu com o tempo, mas tem seu lugar na História do nosso cinema. Eu não sei vocês, mas eu gosto de assistir aos desfiles das escolas de samba. E foi vendo um desses desfiles que tive a ideia de fazer um post em meu blog de cinema sobre como o cinema pode ser homenageado nos desfiles. O ano em questão era 2011 e o breve post tratou do cinema sendo homenageado por duas escolas de samba do Rio de Janeiro. E...

A historiadora por trás de “Anos de Chumbo”

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Estou aqui há tanto tempo que me esqueci de uma coisa fundamental: esqueci de me apresentar. Bora conhecer melhor a menina que se autodenominava “quase-escritora” e hoje já publicou seis livros? Talvez você já saiba que meu nome é Letícia Magalhães. Mas talvez você não saiba que sou historiadora. Essa é minha trajetória, com todos os seus altos e baixos. Sempre fui nerd, mas na minha matéria favorita me superei. Mantive a nota 10 em História durante os quatro últimos anos do Ensino Fundamental, quando era ensinada por meu segundo professor favorito de todos os tempos - a primeira professora favorita de todos os tempos é minha mamãe - , e os três anos do Ensino Médio, durante o qual em sua totalidade estufava o peito para declarar orgulhosa que faria faculdade de História. Seguindo os passos do já mencionado professor, fiz vestibular para a Unicamp. Passei em primeiro lugar no curso de História em 2011. Mas não fui fazer faculdade lá. Estava doente quando terminei o Ensino Médio...

Papel & Película: O Filho de Mil Homens

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    *A coluna Papel & Película trata de literatura e cinema através de artigos sobre adaptações de obras literárias para o audiovisual e também filmes sobre livros. Escrevi a coluna semanalmente durante alguns anos para o finado site Leia Literatura. Este é um artigo inédito*   Há pouco mais de seis meses, tive a oportunidade de assistir ao documentário de média-metragem sobre Antonio Candido “O Avô na Sala de Estar”, feito, como o nome revela, por sua neta. Antes disso já havia visto e amado “Antonio Candido: Anotações Finais” . No mesmo salão, também assistindo ao média, estava o escritor Valter Hugo Mãe - para ser mais precisa, sentado bem à minha frente. Ao final da sessão, fez uma observação pertinente. E assim foi meu primeiro contato com Valter Hugo Mãe. Meu segundo contato com Valter Hugo Mãe foi vendo a gravação da palestra dele no Flipoços . Depois de dizer, como quem não quer nada nem mesmo se gabar, que lê um livro por dia, o escritor afirmou que quem n...

Resenha: Cartas de Amor de Virginia Woolf e Vita Sackville-West

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  Quando foi que você recebeu sua última carta de amor? Se você alguma vez já recebeu uma carta de amor, deve ter sido há algum tempo e por isso pode reclamar que o romance está morrendo. A própria ação de escrever cartas é hoje algo romântico, “ainda que novidades sejam a última coisa que uma pessoa quer ou espera encontrar em cartas”, escreveu Vita Sackville-West justamente numa carta para Virginia Woolf. É sobre a correspondência destas duas literatas, além de entradas de diário, que trata o livro “Cartas de Amor”.   Em 1922 Vita Sackville-West era uma famosa escritora e socialite de 30 anos. Por outro lado, aos 40, Virginia Woolf ainda engatinhava na literatura. Um século depois, a posição se inverteu: quase todo mundo já ouviu falar de Virginia Woolf, e Vita saiu do cânone, sendo mais conhecida por sua vida amorosa.   Fascinação foi o sentimento mútuo no primeiro encontro, num jantar em finais de 1922. Dias depois de conhecê-la, Vita já diz para o marido “amo...

Mais uma vez, ele: o bullying

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  Nos últimos dias, três coisas interligadas chamaram minha atenção. Foram: 1-     um suicídio 2- um trabalho escolar 3-     um pesadelo 1-     Foi noticiado o suicídio de um menino de 12 anos causado pelo bullying que sofria, tanto dentro da escola quanto da própria família. A notícia repercutiu na sociedade como um todo, virando conversa em diversos ambientes distintos da escola. Por exemplo: uma senhora, minha colega de pilates, contou que seu sobrinho também sofria bullying por ser gordo. Na escola, ela continua o relato, obrigavam o menino a comer grama achando que assim ele emagreceria - mas só servia como humilhação. O menino desenvolveu anorexia e passou quase um mês internado. Mas a senhora arremata: ele superou o bullying. Será mesmo? 2- Comecei recentemente a fazer aulas de italiano. Faço duas vezes na semana, numa sala que de manhã serve para lições de inglês. Na parede, estão afixadas tarefas feitas na aula, e nela...

Apresentando a Ovelhinha Nuvem

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  Talvez você conheça alguém como a Ovelhinha Nuvem. Não estou falando de alguém branquinho e fofinho, mas se conhecer alguém assim, tudo bem também. Estou falando de alguém cheio de atividades e talentos. Você sabia que a Ovelhinha Nuvem dança salsa, fala mandarim e faz um curso de datilografia? Estou falando, sobretudo, de alguém com grandes sonhos. O sonho da Ovelhinha Nuvem ultrapassa os limites da nossa atmosfera: ela sonha em ir à Lua! Na sua aventura para aprender mais sobre viagens espaciais, a Ovelhinha Nuvem vai conhecer pessoas e animais incríveis, e você pode participar dessa aventura com ela! Compre o livro “A Ovelhinha Nuvem”: https://caravanagrupoeditorial.com.br/produto/a-ovelhinha-nuvem/