A historiadora por trás de “Anos de Chumbo”

 

Estou aqui há tanto tempo que me esqueci de uma coisa fundamental: esqueci de me apresentar. Bora conhecer melhor a menina que se autodenominava “quase-escritora” e hoje já publicou seis livros?

Talvez você já saiba que meu nome é Letícia Magalhães. Mas talvez você não saiba que sou historiadora. Essa é minha trajetória, com todos os seus altos e baixos.

Sempre fui nerd, mas na minha matéria favorita me superei. Mantive a nota 10 em História durante os quatro últimos anos do Ensino Fundamental, quando era ensinada por meu segundo professor favorito de todos os tempos - a primeira professora favorita de todos os tempos é minha mamãe - , e os três anos do Ensino Médio, durante o qual em sua totalidade estufava o peito para declarar orgulhosa que faria faculdade de História.

Seguindo os passos do já mencionado professor, fiz vestibular para a Unicamp. Passei em primeiro lugar no curso de História em 2011. Mas não fui fazer faculdade lá.

Estava doente quando terminei o Ensino Médio, culpa de anos de bullying que só foram curados com uma imersão no mundo do cinema - história que contei em meu primeiro livro infanto-juvenil, “Menina Bonita com Mania de Fita”. Mesmo fazendo tratamento psiquiátrico, não parei de estudar e segui o conselho de minha mãe de fazer faculdade à distância.

Fiz a tal faculdade, durante a qual as memórias com o professor favorito e seus ensinamentos voltaram com força. Me formei aos 20 anos de idade. Aos 21, lancei meu primeiro romance, um romance histórico chamado “Anos de Chumbo.

Antes de “Ainda Estou Aqui”. Antes de “O Agente Secreto”. Literalmente: o filme de Walter Salles começa em 1970, o de Kleber Mendonça Filho em 1977. Meu livro começa no final de 1968, com a promulgação do lAI-5. Ele acompanha um grupo de jovens que têm um jornal clandestino, chamado Vox Populi, em São Paulo e também um casal vivendo os desmandos da ditadura em Brasília. Num ponto, as duas narrativas se entrecruzam.

No dia do lançamento do romance

Para escrever este romance, gestado nos meus anos de universidade, fiz o que mais amo: pesquisa. Encontrei depoimentos de pessoas presas e torturadas - era um tempo anterior ao lançamento do site resultante das investigações da Comissão da Verdade - e me emocionei com o que li. Fiz linhas do tempo, planejando intersecções entre as ações das vidas dos personagens naqueles anos turbulentos e os fatos históricos, como a Copa do Mundo de 1970.

“Anos de Chumbo”, meu primeiro romance, vale a pena ser lido porque reúne as duas coisas que sei fazer melhor: contar histórias e recontar nossa História.


Para saber mais sobre o romance “Anos de Chumbo” e seus personagens, tenho dicas aqui do blog:

Faça o teste e descubra qual personagem você seria.

Descubra os filmes favoritos de cada personagem.

Ouça a trilha sonora do livro: uma playlist cheia de pirraça.

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