DPL: TOP 10: Melhores e piores adaptações de livros para o cinema

Melhores Adaptações

5- O Mágico de Oz / The Wizard of Oz (1939): Não, o filme não é 100% fiel ao livro. Porém, é mais politicamente correto. As aventuras literárias de Dorothy são um bocado mais sangrentas e assustadoras do que as aventuras cinematográficas. Entretanto, aqui vence a nostalgia e o senso comum: o filme é tão belo e mágico que acabou substituindo o conteúdo do livro em nosso imaginário.

4- O Processo / The Trial (1962): Fato: eu vou gostar de qualquer filme feito por Orson Welles, mesmo que eu não o compreenda por inteiro. Aqui ele usa todos os truques e a atmosfera opressora do preto e branco para transmitir com perfeição o desespero e o absurdo de Josef K, o homem que tem sua vida revirada por uma pendência na justiça.

3- O Menino do Pijama Listrado / The Boy in the Striped Pyjamas (2008): Todo mundo com um carregamento de lencinhos? Tanto o livro quanto o filme são muito emocionantes. Li o livro quando era best-seller e ainda não havia sinais de que a história chegaria aos cinemas. Vi o filme muitos anos depois, e me lembrava de uma ou outra situação que ficou apagada na memória conforme elas eram repetidas na tela.


2- Ensaio sobre a Cegueira / Blindness (2008): é difícil imaginar rostos para os personagens arquetípicos (que inclusive nem têm nome) no romance de José Saramago. Então o diretor Fernando Meirelles (#orgulhobrasileiro) escolheu seu elenco com liberdade e fez um filme excelente. Os tons de branco e cinza dominam em um mundo caótico em que todas as pessoas (menos uma!) perderam a visão repentinamente. O próprio Saramago ficou muito satisfeito com o resultado final: mostra de qualidade total do filme.

1- O Sol é para Todos / To Kill a Mockingbird (1962): eu já havia visto o filme quando li o livro, então automaticamente imaginei os personagens com o mesmo visual dos atores que os interpretaram (Gregory Peck <3) e até pensei que a narrativa em minha cabeça deveria ser construída em preto e branco. Claro que alguns pedaços do livro foram deixados de fora do filme, mas ambos são tocantes e com certeza ambos sustentam até hoje o sucesso um do outro.

Piores Adaptações

5- Os Pequenos Crimes de Agatha Christie (série de TV, 2013): A série tem episódios divertidos e emocionantes, que prendem nossa atenção o tempo todo. Entretanto, achei desnecessário a mudança do protagonista. Agatha Christie criou o detetive belga Hercule Poirot e a perspicaz senhora Miss Marple. Esses eram os principais investigadores de suas obras. Mas a série decidiu criar um delegado francês, Larosière, e seu inspetor-ajudante Lampion, que investigam crimes na década de 1930. Na temporada seguinte, substituíram a dupla por uma mocinha que combate o crime... na década de 1950.

4- O Curioso Caso de Benjamin Button (2008): Sim, é um bom filme e um trabalho impressionante de maquiagem e caracterização. Mas há aqui o que mais me enlouquece nas adaptações de livros para as telas: mudanças idiotas no original. Para F. Scott Fitzgerald, a grande questão era mostrar como sofreria um personagem com ciclo de vida ao contrário: Benjamin nasce velho e morre jovem. Imagine os muitos problemas de Benjamin na escola, na faculdade, no trabalho e no convívio social. Para Hollywood, o importante era apelar para o coração: Benjamin é um velhinho que se apaixona por uma criança. Ele remoça enquanto ela envelhece, até chegar um ponto em que eles podem manter um relacionamento.

3- Bonequinha de Luxo / Breakfast at Tiffany's (1960): O filme é legal. O livro também. Mas, gente, um é completamente diferente do outro. Meninas ingênuas que sonham com a vida de Holly Golightly: leiam o livro e percebam que Hollywood foi muito sutil ao diminuir e até omitir as muitas desventuras da personagem de Audrey Hepburn.

2- A Última Vez que Vi Paris / The Last Time I Saw Paris (1954): Baseado em um conto de F. Scott Fitzgerald. Só que não. O tal conto, “Babylon Revisited”, tem os mesmos personagens e algumas das mesmas situações, mas uma ambientação e forma de narração diferentes. Meu maior problema com o filme? O protagonista canastrão Van Johnson.

1- O Lado Bom da Vida / Silver Linings Playbook (2012): Disparado, o campeão. O livro, escrito por Matthew Quick, é muito, muito bom. Tem momentos tocantes, personagens carismáticos e cenas que ficariam sensacionais quando filmadas. Mas tudo isso foi perdido quando o diretor mala David O. Russel colocou as mãos no livro. A começar pelo sobrenome do protagonista (só porque o patriarca é Robert DeNiro a família automaticamente se torna italiana?) e culminando no episódio do concurso de dança, que teve resultados diferentes no filme e no livro. Sem contar na pior parte: Jennifer Lawrence. A moça pode ser talentosa, mas seu desempenho não foi digno do Oscar.

Comentários

  1. Outro que também não foi nem um pouco fiel ao livro foi Marley e Eu. O filme não conta nem a metade do livro. Muito menos a parte em que ele por ter tanto medo de tempestades, sangra suas patinhas de tanto cavar para se proteger. Ou a parte principal, que ele sofre com uma doença (seu estômago vira várias vezes e causa hemorragia), que é o que mata ele no final do livro. O resultado: Chorei mil litros com o livro e com o filme não caiu uma lágrima.


    www.vivaessamoda.blogspot.com.br

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  2. Para mim HP ocupa a primeira das primeiríssimas colocações, é a melhor adaptação que já vi, na minha opinião, claro. Em contrapartida, acho PJ muito ruim, nem tanto por não ser fiel ao livro, mas pela péssima qualidade do filme, em questão de efeitos especiais e tudo mais.
    Adorei o post! Beijos!
    http://resenhandoaarte.blogspot.com.br/

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  3. Oi Le
    Não li nenhum dos livros citados e assisti a apenas três dos filmes (O curioso caso de Benjamin Button, Bonequinha de luxo, O lado bom da vida), por sinal, todos os filmes que vi você caracterizou como péssimas adaptações kkkkk. Pra mim, a melhor adaptação literária foi de Em chamas. como pior eu poderia citar várias, mas nada se compara a Percy Jackson e Eragon. Apenas pegaram o nome das personagens.
    Beijos

    Vidas em Preto e Branco 

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