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Sentir? Sinta quem lê!

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  Durante a pandemia, um companheiro constante foi um livro de poesias de Fernando Pessoa. Dentre todas, amei A Tabacaria, mas minha favorita foi esta, de Álvaro de Campos: ISTO Dizem que finjo ou minto Tudo que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto Com a imaginação. Não uso o coração. Tudo o que sonho ou passo, O que me falha ou finda, É como que um terraço Sobre outra coisa ainda. Essa coisa é que é linda. Por isso escrevo em meio Do que não está de pé, Livre do meu enleio, Sério do que não é. Sentir? Sinta quem lê! Assim como muitos outros escritores, aprendi muita coisa de experiências. Uma delas, universal, é que uma hora precisamos colocar o ponto final e por nossa obra no mundo, por mais que queiramos ficar melhorando e reescrevendo vários trechos. Outra coisa que aprendi foi que, uma vez publicada, a obra não é mais só sua: é também de quem lê. Por exemplo: com meu romance “Anos de Chumbo”, tive respostas que não esperava. Uma leitora comparou-o com uma...

Resenha: Poesias de Fernando Pessoa

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A trajetória de Fernando Pessoa sempre me fascinou. A criação de heterônimos com estilos literários, personalidades, biografias e até mapa astral foi algo que chamou muito minha atenção quando ouvi falar pela primeira vez deste autor. Com o tempo, li mais sobre Pessoa – por exemplo, para escrever ESTE ARTIGO sobre a relação dele com o cinema – mas não havia lido mais do que alguns poemas dele na escola. Em 2009, durante uma viagem à cidade de São Lourenço, comprei um livro de poesias de Fernando Pessoa. Na mesma época estava estudando sobre ele. Foi necessário passar mais de uma década para que eu finalmente lesse o livro, aos poucos, um ou dois poemas por dia. E que leitura prazerosa! Dividido em poemas assinados pelo próprio Pessoa (Fernando Pessoa “ele-mesmo”), poemas do modernista e modernoso Álvaro de Campos, do árcade Ricardo Reis e do mestre de todos Alberto Caeiro, o livro com 134 páginas me apresentou muitas poesias fantásticas, que gostaria de decorar ou revisitar sempre...