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A historiadora por trás de “Anos de Chumbo”

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Estou aqui há tanto tempo que me esqueci de uma coisa fundamental: esqueci de me apresentar. Bora conhecer melhor a menina que se autodenominava “quase-escritora” e hoje já publicou seis livros? Talvez você já saiba que meu nome é Letícia Magalhães. Mas talvez você não saiba que sou historiadora. Essa é minha trajetória, com todos os seus altos e baixos. Sempre fui nerd, mas na minha matéria favorita me superei. Mantive a nota 10 em História durante os quatro últimos anos do Ensino Fundamental, quando era ensinada por meu segundo professor favorito de todos os tempos - a primeira professora favorita de todos os tempos é minha mamãe - , e os três anos do Ensino Médio, durante o qual em sua totalidade estufava o peito para declarar orgulhosa que faria faculdade de História. Seguindo os passos do já mencionado professor, fiz vestibular para a Unicamp. Passei em primeiro lugar no curso de História em 2011. Mas não fui fazer faculdade lá. Estava doente quando terminei o Ensino Médio...

Mais uma vez, ele: o bullying

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  Nos últimos dias, três coisas interligadas chamaram minha atenção. Foram: 1-     um suicídio 2- um trabalho escolar 3-     um pesadelo 1-     Foi noticiado o suicídio de um menino de 12 anos causado pelo bullying que sofria, tanto dentro da escola quanto da própria família. A notícia repercutiu na sociedade como um todo, virando conversa em diversos ambientes distintos da escola. Por exemplo: uma senhora, minha colega de pilates, contou que seu sobrinho também sofria bullying por ser gordo. Na escola, ela continua o relato, obrigavam o menino a comer grama achando que assim ele emagreceria - mas só servia como humilhação. O menino desenvolveu anorexia e passou quase um mês internado. Mas a senhora arremata: ele superou o bullying. Será mesmo? 2- Comecei recentemente a fazer aulas de italiano. Faço duas vezes na semana, numa sala que de manhã serve para lições de inglês. Na parede, estão afixadas tarefas feitas na aula, e nela...

O fim de um ciclo

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  No final do ano passado, estive conversando com uma agência de publicidade com foco no mercado literário para recrutar influenciadores literários para uma leitura coletiva de meu romance “Anos de Chumbo”. Quando o publiquei, no aparentemente longínquo ano de 2015, tentei “na raça” ir atrás de blogueiros oferecendo uma cópia do livro em troca de uma resenha. Quando recebia “nãos” - e mesmo nos comentários dos posts originados pelos raros “sim” - a ladainha era a mesma: “deve ser um livro muito pesado”. Sim, é uma narrativa séria, como deve ser encarado nossa história recente. E então veio um golpe para os sonhadores. Não digo que meu livro, single-handedly, poderia ter sido capaz de frear o autoritarismo e o negacionismo. Mas digo que não considerei as “viúvas da ditadura” nos primeiros anos de divulgação do romance. Mas em 2024 não podia mais ignorá-las. Tive receio em encontrar algum influencer de extrema-direita - porque surpresa! Alguns deles sabem ler - que desmereceria...

Apresentando a Menina Bonita com Mania de Fita

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  Meu principal projeto literário de 2024 foi publicar meu primeiro livro infantojuvenil em três línguas: português , inglês e espanhol . Como muito me interessa a inclusão e acessibilidade, este livro conta com QR Code para acessar a audiodescrição das ilustrações. E que ilustrações! Entrei em contato com uma ilustradora que admirava à distância faz tempo, a Clara Assis , para que ela bolasse imagens do jeitinho que eu queria, com um toque retrô inspirado no filme “Fazendo Fita / Show People” (1928). Este é um livro autobiográfico. É sobre uma menina que sofreu bullying e o venceu, é o que diz a sinopse. E o venceu, já dando um pequeno spoiler, com ajuda da sétima arte, ele, minha paixão: o cinema. O título do livro tem duas explicações. A primeira é bem óbvia: foi inspirado em “Menina Bonita do Laço de Fita”, de Ana Maria Machado, clássico da literatura infantil que só fui ler já adulta. Uma curiosidade: como a autora, minha mãe se chama Ana Maria – mas não é Ana Maria Machado, e...

Resenha: A Redoma de Vidro, de Sylvia Plath

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  Existem livros que entram na nossa vida e ficam na nossa lista de “próximas leituras” por muito tempo, até surgir a oportunidade perfeita. “A Redoma de Vidro” foi um desses livros. Ouvi falar através de amigas - que inclusive o têm como livros que mudaram a vida delas - e sempre quis lê-lo. O grande dia chegou, quando foi escolhido como livro do mês do clube de leitura Feito por Elas. Li-o, apreciei muito a prosa única de Sylvia Plath, e terminei-o num dia sugestivo: no segundo aniversário de minha tentativa de suicídio. Conhecemos Esther Greenwood quando ela está fazendo um estágio numa revista em Nova York. Nesta primeira metade do livro, suas interações com as outras meninas que moram no mesmo hotel que ela são o ponto alto da narrativa. É pelos olhos de Esther que conhecemos Doreen, Betsy, Hilda e outras que são só citadas. Mesmo em um meio glamouroso e excitante, Esther já demonstra certa apatia, bastante presente, por exemplo, em sua birra com filmes em Technicolor, que er...

Meu ABC

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  Percebi que nunca fomos apresentados formalmente. E, como eu não costumo fazer as coisas formalmente, decidi que era hora de me apresentar ao leitor informalmente. A maneira escolhida foi com um alfabeto pessoal, inspirado no Alfabeto do Cinema Clássico que publiquei há alguns anos no meu blog Crítica Retrô. Prontos para me conhecerem de A a Z?   A de Asperger (tenho / sou) B de Batom (não vivo sem) C de Cinema (minha paixão) D de Dedicação (minha melhor qualidade) E de Escritora (um sonho ou uma realidade?) F de Feminista (você já conhece o Cine Suffragette ?) G de Greta Garbo (sou muito fã desta linda e talentosa atriz) H de História (minha primeira formação) I de Imaginativa (como qualquer escritor) J de James Cagney (meu ator favorito) K de Katharine Hepburn (minha atriz favorita) L de Lon Chaney (meu ator de cinema mudo favorito) M de Mary Pickford (minha atriz de cinema mudo favorita) N de Nasce uma Estrela (1937) (meu filme favorito d...

Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro

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  Quem é vivo sempre aparece, diz o ditado. Quem é morto-vivo também, e eu sou prova disso. Ano passado, e no começo deste ano também, eu quase morri, mas até o final do ano eu (espero, talvez, quem sabe) não morro. E não, não foi de COVID. Foi de Brasil, como já apontaram por aí: quem tem um mínimo de humanidade e empatia está adoecendo de Brasil. Eu sempre fui fascinada pela pandemia de gripe espanhola , mas nunca me perguntei o que eu faria numa pandemia. Mesmo assim, descobri: faria - e faço - o possível. Ajudo. Reclamo. Respiro fundo, de máscara. E surto às vezes. Mesmo que minha rotina não tenha sido mudada pela pandemia - sempre trabalhei em home-office - tudo mudou e essa mudança, não para melhor, paira no ar e também adoece. O que eu faria numa pandemia? Tentar permanecer viva: isso já dá trabalho demais. O título do post vem de uma música do Belchior, com a qual eu fiquei obcecada vendo a maravilhosa série “Segunda Chamada” , no que parece o longínquo ano de 2019. Lem...

Blogagem coletiva: Sinais de que você está envelhecendo

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Este post é uma blogagem coletiva do projeto Liga Nerd Girls. " I think all this talk about age is foolish. Every time I'm one year older, everyone else is too." - Gloria Swanson Quando é este momento exato em que temos um “clique” e percebemos que estamos envelhecendo? Seria quando aparecem os primeiros fios de cabelo branco? Ou quando você é chamado de “senhor” ou “senhora” por um vendedor de loja? Quando você fica feliz em ter um cartão de desconto da farmácia? Ou quando você troca uma festa por uma noite em casa vendo TV? Se for esta última, já estou velha faz tempo. Ou melhor, já nasci velha, por este e outros motivos. Porque eu nunca me interessei pelas bandas e artistas “do momento”. Porque eu conheço um monte de músicas do Frank Sinatra de cor. E acho isso supimpa. "Age is a state of mind, Leonard. In here, I'm 90" - Cooper, Sheldon Vejamos meu mais recente episódio de horror com os jovens de hoje. Numa quarta à noite, entro alegremen...

TAG: Complete a frase

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A TAG da vez me foi indicada pela Ray do blog Quando Acordei . Foi muito tranquilo responder essa TAG! Difícil mesmo foi escolher os 10 blogs para respondê-la também... mas eu consegui! Vamos lá? #01: Sou muito... teimosa. #02: Não suporto... falsidade. #03: Eu nunca... viajei de avião #04: Eu já briguei... por bobagem.  #05: Quando criança... eu era péssima em esportes. #06: Nesse exato momento... deveria estar fazendo trabalho da faculdade. #07: Eu morro de medo... de baratas. #08: Eu sempre gostei... de ler. #09: Se eu pudesse... seria rica e poderosa! Kkk   #10: Fico feliz quando... vejo que ainda há bondade no mundo. #11: Se pudesse voltar no tempo... eu teria me divertido mais. #12: Adoro... filmes antigos. #13: Quero muito viajar... para Grécia e Itália. #14: Eu preciso... de dinheiro (sempre!). #15: Não gosto de ver...    injustiça. Imagem do blog da Ray E os ...