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Pinte menos, leia mais e vá rezar em outro terreno

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  Há dez anos, uma curiosa moda me chamou a atenção, tanto que escrevi sobre isso: os livros de colorir para adultos . Eles caíram no esquecimento em pouco tempo, mas hoje voltaram com força, junto a algo que é de arrepiar os cabelos e que me impede de escrever um texto tão esperançoso quanto o da década passada. Junto aos livros de colorir para adultos, quem vem dominando as listas dos livros mais vendidos no Brasil são os devocionais. São tão presentes que vi, com assombro, o vídeo de uma professora e sua turma indo em direção a uma feira literária e mais de um adolescente afirmou que queria comprar “Café com Deus Pai”. Há, é claro, um efeito manada. Não são poucas as pessoas que entram em livrarias e perguntam pelos mais vendidos, como se sucesso de venda fosse sinal de alta qualidade literária. Há também aquelas pessoas que querem estar em sintonia com o momento e leem o que está na moda. Quanto mais famoso, mais se vende. Nada de novo no front aqui. O sucesso desses dois...

Pinte menos, leia mais

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A nova moda no mercado literário são livros que têm palavras só na capa. Em suas páginas, desenhos psicodélicos diversos esperam para ser coloridos pelos leitores-artistas. São mandalas, jardins, formas abstratas, animais, zumbis e até nudes. Quem compra esse tipo de livro terá pela frente muitas e muitas horas de lazer e relaxamento pintando as páginas. São livros de colorir. Mas “para adultos”. Logo antes desta moda, surgiram os livros DIY, interativos, tipo “Destrua Este Diário”. Obras que venderam como água, e que ganharam minha desconfiança, não apenas porque não gosto de escrever em páginas de livros. Pense bem: que esforço mental foi feito pelos “autores” destes livros, que certamente ganharam uma pequena fortuna? Eles não precisaram desenvolver personagens, passar noites em claro costurando o enredo e sequer pesquisaram para evitar anacronismos. Tiveram criatividade para criar listinhas e tarefas lúdicas, mas nem um décimo do trabalho dos escritores de verdade, que bota...