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Resenha: Assassinato no Campo de Golfe, de Agatha Christie

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  Chegamos ao segundo livro protagonizado pelo detetive belga Hercule Poirot, a mais notável criação da Dama do Crime Agatha Christie. Em vinte e oito capítulos, o investigador cuja cabeça tem um curioso formato de ovo se vê às voltas com dois crimes e usa seu privilegiado cérebro para chegar a mais uma solução surpreendente. Hercule Poirot começa sua carreira internacional com o chamado de um homem rico que, tendo vivido e feito negócios por muitos anos na América do Sul, encontra-se agora morando na França. O pedido de socorro, de perigo iminente, é enviado para Poirot e ele atravessa o Canal da Mancha, mas é tarde demais: quando ele chega, Monsieur Renauld já havia sido assassinado. Quinze dias antes de ser assassinado, o Monsieur Renauld havia mudado seu testamento, deixando toda sua fortuna para a esposa, Madame Renauld, que foi amordaçada e amarrada na cama na noite do crime por dois homens mascarados que falavam alguma coisa sobre um “segredo”. Naquela tarde, o Monsieur ...

DPL: Resenha: Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll

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Está muito na moda ler distopias. Distopia é o oposto da utopia, ou seja, algo muito longe de uma realidade perfeita. Nas distopias, é comum encontrar governos totalitários, guerras iminentes e uma realidade “distorcida”. É o mundo de cabeça para baixo. Se você pensa que distopia é um conceito novo, está muito enganado. Décadas antes de Suzanne Collins, e companhia, já havia grandes distopias no mundo literário, como “1984”, de George Orwell, “Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, “O Processo”, de Franz Kafka e “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carroll. Você já deve conhecer algumas das passagens de Alice, provavelmente devido a uma das várias adaptações da história para o cinema. A questão é que não importa a ordem das aventuras de Alice, e nem se elas aconteceram todas no mesmo dia ou em dias separados. O que importa é que um dia a menina Alice seguiu um coelho branco que estava atrasado e encontrou um mundo onde lebres tomam chá com chapeleiros e rainhas do baralho...

DPL: Mary Poppins & sua autora

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Se você viu “Walt nos Bastidores de Mary Poppins / Saving Mr. Banks” (2013), deve saber a história da autora P. L. Travers. No filme, conhecemos primeiro a amarga autora que não quer vender os direitos de sua obras para Walt Disney e, em flashback, descobrimos mais sobre sua infância difícil e o que a levou a criar a família Banks e a babá voadora. Mais sobre o filme daqui a pouco! Pamela Lyndon Travers foi o pseudônimo adotado por Helen Lyndon Goff. Ela nasceu na Austrália em nove de agosto de 1899. Sua infância foi marcada pela perda do pai, que morreu quando ela tinha sete anos, e pelo despontar de um talento literário. Seus primeiros poemas foram publicados na adolescência, em jornais australianos. Conhecida dentro da família apenas como “Lyndon”, adotou o nome Pamela Lyndon Travers para fazer teatro (aposto que você não sabia que ela foi atriz! Olha aí embaixo a Pamela no palco!). Em 1924, já com o novo nome, ela se mudou para a Inglaterra em busca de uma carreira lite...