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Papel & Película: A Hora da Estrela, de Clarice Lispector a Suzana Amaral

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  *A coluna Papel & Película trata de literatura e cinema através de artigos sobre adaptações de obras literárias para o audiovisual. Escrevi a coluna semanalmente durante alguns anos para o finado site Leia Literatura. Este é um artigo inédito* À primeira vista, parecia um livro impossível de se adaptar para o cinema. E isso principalmente pela existência de um narrador não onisciente, mas onipresente, denominado Rodrigo S. M. A presença do narrador foi uma das surpresas que tive lendo o livro, afinal, ele faz algo que nem pode ser chamado de digressão - pois ainda não havia começado a narrar - no início do livro. A outra surpresa foi descobrir como é fina “A Hora da Estrela”: pouco mais de cem páginas! Mas, nelas, um mundo inteiro. Macabéa era a moça que acordava e se situava assim: “sou datilógrafa e virgem, e gosto de Coca-Cola”. É um livro rico em passagens que valem ser destacadas, mas o que eu gostaria de chamar atenção foi que li uma edição de 1980 e a capa trazia ...