Papel & Película: O Mistério dos Sete Relógios, de Agatha Christie à Netflix
*A coluna Papel & Película trata de literatura e cinema através de artigos sobre adaptações de obras literárias para o audiovisual e também filmes sobre livros. Escrevi a coluna semanalmente durante alguns anos para o finado site Leia Literatura. Este é um artigo inédito* Publicado em 1929, “O Mistério dos Sete Relógios” não é a melhor obra de Agatha Christie, como pude constatar lendo o livro. Falta a presença magnética e carismática de um Poirot ou uma Miss Marple. Assim como outros romances de espionagem da autora, não chega à altura de seus romances de mistério ou “whodunit”. Não foi uma leitura que me marcou, embora Christie mais uma vez tenha me surpreendido. Fui também sem esperar muito da minissérie, vista de antemão e muito criticada pela minha mãe, rata de Netflix e também expert em IA, pois foi ela que montou a foto que abre este post. Mas fui de peito e mente abertos. E me decepcionei. Em 1925, na propriedade de Chimneys, uma pegadinha dá errado - muit...