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Mostrando postagens de 2026

Papel & Película: O Mistério dos Sete Relógios, de Agatha Christie à Netflix

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  *A coluna Papel & Película trata de literatura e cinema através de artigos sobre adaptações de obras literárias para o audiovisual e também filmes sobre livros. Escrevi a coluna semanalmente durante alguns anos para o finado site Leia Literatura. Este é um artigo inédito* Publicado em 1929, “O Mistério dos Sete Relógios” não é a melhor obra de Agatha Christie, como pude constatar lendo o livro. Falta a presença magnética e carismática de um Poirot ou uma Miss Marple. Assim como outros romances de espionagem da autora, não chega à altura de seus romances de mistério ou “whodunit”. Não foi uma leitura que me marcou, embora Christie mais uma vez tenha me surpreendido. Fui também sem esperar muito da minissérie, vista de antemão e muito criticada pela minha mãe, rata de Netflix  e também expert em IA, pois foi ela que montou a foto que abre este post. Mas fui de peito e mente abertos. E me decepcionei. Em 1925, na propriedade de Chimneys, uma pegadinha dá errado - muit...

Leitura na Folia: seis livros sobre Carnaval

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  A maior festa popular do mundo, o Maior Espetáculo da Terra. Ele chegou de novo: o Carnaval. Não importa se você prefere descansar em casa ou se esbaldar nos bloquinhos: o Carnaval pode até dividir opiniões, mas mexe com todos nós. O Carnaval foi assunto de cinema, e o cinema assunto de Carnaval. O primeiro filme, do que se tem notícia, dirigido por uma mulher no Brasil se passa no Carnaval: “O Mistério do Dominó Preto”, feito por Cléo de Verberena em 1931. Aqui, não se trata do dominó jogo, mas sim do Dominó personagem carnavalesco hoje esquecido. Infelizmente, o filme se perdeu com o tempo, mas tem seu lugar na História do nosso cinema. Eu não sei vocês, mas eu gosto de assistir aos desfiles das escolas de samba. E foi vendo um desses desfiles que tive a ideia de fazer um post em meu blog de cinema sobre como o cinema pode ser homenageado nos desfiles. O ano em questão era 2011 e o breve post tratou do cinema sendo homenageado por duas escolas de samba do Rio de Janeiro. E...

A historiadora por trás de “Anos de Chumbo”

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Estou aqui há tanto tempo que me esqueci de uma coisa fundamental: esqueci de me apresentar. Bora conhecer melhor a menina que se autodenominava “quase-escritora” e hoje já publicou seis livros? Talvez você já saiba que meu nome é Letícia Magalhães. Mas talvez você não saiba que sou historiadora. Essa é minha trajetória, com todos os seus altos e baixos. Sempre fui nerd, mas na minha matéria favorita me superei. Mantive a nota 10 em História durante os quatro últimos anos do Ensino Fundamental, quando era ensinada por meu segundo professor favorito de todos os tempos - a primeira professora favorita de todos os tempos é minha mamãe - , e os três anos do Ensino Médio, durante o qual em sua totalidade estufava o peito para declarar orgulhosa que faria faculdade de História. Seguindo os passos do já mencionado professor, fiz vestibular para a Unicamp. Passei em primeiro lugar no curso de História em 2011. Mas não fui fazer faculdade lá. Estava doente quando terminei o Ensino Médio...