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Blogagem coletiva: objetos fofos

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Meninas, meu papo hoje é com vocês: quem não gosta de viver numa casa, apartamento ou quarto, cercada de objetos fofos? Todas nós amamos comprar coisinhas bonitinhas (e nem sempre úteis), e o blog  My Little Candy   pediu para que as blogueiras mostrassem seus objetos fofos. Surpreendentemente, meus seis objetos escolhidos têm um pouco a ver com o mundo da literatura... 1- Agenda do Snoopy: Eu adoro agendas. Meu ponto alto do final de ano é comprá-las. No ano passado acabei ficando sem espaço e tive que usar duas para anotar inspirações e, em especial, resumos de filmes. Por isso eu comprei esta bem grande, que tem uma tirinha do Snoopy no fim de cada página. 2- Apontadores: Embora eu só usasse lapiseira na escola, eu sempre levava um lápis e um apontador para o caso de ficar sem grafite. Comprei esses dois apontadores em forma de lápis, mas nunca usei para não estragar :) E tem uma borracha fofa também. 3- Dez (ou mais) relógios em um: Confesso: comprei esse k...

Resenha: Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago

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As mais loucas hipóteses podem dar origem a excelentes livros. Provavelmente grandes obras da literatura mundial surgiram através de ideias malucas como: “Seria possível dar a volta ao mundo em 80 dias?” ou “Como a Revolução Russa poderia ser contada através de uma alegoria usando animais da fazenda?” ou “O que seria de uma sociedade em que ler é proibido e os bombeiros, ao invés de apagar o fogo, tivessem como função queimar livros?”. O único autor de língua portuguesa premiado com o Nobel, José Saramago, usou várias vezes hipóteses incrivelmente criativas como mote de seus romances e sempre obteve fantásticos resultados. O livro começa com uma epidemia misteriosa de cegueira. No meio do trânsito, um homem perde a visão e a partir daí se espalha o caos. Cada pessoa tem contato com outros “infectados”, e o caso se torna motivo de atenção governamental. Em três dias as primeiras vítimas são isoladas em um hospício desativado, vigiadas por oficiais medrosos do exército que não pensam...

Resenha: Suspeitas de um Mistério, de Thiago Jefferson dos Santos Galdino

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Sabe a autopublicação e o incentivo aos autores nacionais? Sem eles, este livro jamais teria saído da gaveta. Escrito por um jovem para jovens, este suspense adolescente tem uma excelente proposta... E se perde no caminho. Os irmãos adolescentes Pedro e Saulo (só no final ficamos sabendo que eles têm 13 anos) adoram fingir que são espiões. Essa brincadeira tem a chance de se tornar realidade quando eles vão para a fazenda Santos Galdino, propriedade da tia deles, Daura. Ela é casada com Fernando, um homem que está estranho ultimamente, talvez por a fazenda não estar mais dando lucro. É o comportamento suspeito de Fernando que desperta a curiosidade dos meninos, e eles acabam se envolvendo em uma perigosa trama. Ótimo. O mistério em si é muito criativo e nos causa grande surpresa. Mas a trilha até ele é penosa: assim como em um filme da Shirley Temple, tudo acontece para beneficiar os protagonistas, que estão sempre no lugar certo, na hora certa, seja este lugar o bananal ou B...

Resenha: Quincas Borba, de Machado de Assis

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Como assim, começar uma série para valorizar o autor nacional logo com Machado de Assis? Machado é clássico, seu nome vende sem precisar de marketing. Sim, mas todo escritor e bom leitor precisa conhecer quem veio antes dele, analisar as obras e, se possível, aprender algumas coisinhas (mas jamais copiá-las em sua própria ficção). Por isso Machado é referência: ele foi um grande inovador na literatura brasileira e mundial.  Machado de Assis, considerado o melhor escritor brasileiro de todos os tempos, é também meu escritor favorito. Por isso fiquei animada para ler “Quincas Borba. Por várias páginas, pensei que este livro não era tão bom quanto aos outros do autor, como “Dom Casmurro”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas” ou mesmo “Esaú e Jacó” (resenha deste em breve). Mas novamente o velho mestre me surpreendeu. O cão Quincas Borba não é exatamente o protagonista, mas sem ele a história não existiria (por isso o cãozinho de pelúcia na foto). O cão recebeu o mesmo nome do don...

Autopublicação: prós e contras

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Neste terceiro post já estou desmentindo o título do meu blog. Afinal, eu tenho algo publicado, então posso ser chamada de escritora, certo? Não exatamente. Sim, eu escrevi e publiquei dois livros por conta própria. Mas eles estão lá, parados no site de vendas, sem compradores. Dos que eu adquiri, somando os dois livros, vendi ou dei sessenta, no máximo. E gastei. Muito. Perto de dois mil reais. Optei pela autopublicação porque sabia que editora tradicional alguma se interessaria pelo formato dos meus livros: o primeiro mistura contos, crônicas e poemas, o segundo traz críticas de filmes e listas relacionadas ao cinema. Eles não têm um foco específico. Mas quem não está nessa situação pode optar também pela autopublicação? Quais as vantagens e desvantagens deste método que é tão velho quanto a imprensa, mas que revoluciona o mercado atualmente?   Primeiro, há dois tipos de autopublicação: aquela em que você paga alguns milhares de reais e recebe centenas de exemplares em ca...

2014: ano de valorização do autor nacional

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Responda-me rápido, sem pensar muito: que autores brasileiros você leu ultimamente? Ou foi só na escola que você teve contato com a literatura tupiniquim? Se você quer ser escritor (ou ao menos um bom leitor) e teve problemas para responder às perguntas acima, seu caso é complicado. Autor nenhum pode querer ser valorizado se não valoriza outros escritores de sua própria terra. E isso vai da nova revelação da literatura aos clássicos. Mesmo que você não tenha gostado dos livros que precisou ler na escola, isso não significa que toda a literatura brasileira é entediante: há muita coisa boa, escrita hoje ou séculos atrás. É difícil pensar em conseguir um espaço nas livrarias, onde os títulos estrangeiros predominam – e normalmente por um preço mais baixo. Não quero ser protecionista e exigir preços mais baixos que obriguem os leitores a comprar literatura nacional, porque há também muita coisa boa escrita no exterior, e na era digital é impossível não tomar contato com essas obras. ...

Do início

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O que você precisa saber sobre mim antes de começar a ler blog? Meu nome é Letícia, nasci em 1993 (faça as contas), sou de Minas Gerais e sou formada em História. Minha paixão é o cinema. Saber que há muitos filmes ainda a serem vistos é o que me faz prosseguir. Mas isso não é tudo. Também gosto de projetos DIY (do it yourself / faça você mesmo), de ler e de escrever. Mas por que Diário de uma Quase Escritora? Simples: porque eu não consigo ser publicada. Tentei, juro, mas não consigo. Quando aprovaram meu romance, decidi rejeitar a proposta pelo livro ter ficado com um preço abominável. Afinal, o leitor comum prefere comprar um livro de uma desconhecida por cinquenta reais ou o último best-seller estrangeiro por 25?   Por falar em leitor comum, ser leitor no Brasil não é tão comum. Há pesquisas que mostram que o brasileiro lê em média um livro por ano. Isso é uma média, o que significa que, dos 200 milhões de brasileiros, estamos contabilizando um ou outro que leem mais de...